segunda-feira, 23 de junho de 2008

Portugal - numa visão de atmosfera globalizada


Passei a tarde toda a ver "Os Simpsons" e apesar de todas as gargalhadas, tirei partido do grande propósito deste tipo de séries, a crítica... Não reside apenas na simbólica personagem Homer, o verdadeiro americano, o patriota, consumista, obeso e egoísta... Também podemos facilmente associar estas características ao Stan Smith, personagem principal da série "American dad", e quem fala no Stan ou no Homer, lembra-se logo da série "Family guy"... Porém, apesar de todas as características destas personagens, que os demarcam, naturalmente, como personagens-tipo, constatei que estas séries influenciam-nos cada vez mais no nosso quotidiano. Quantas vezes não demos por nós a dizer "boring" ou a imitar o Nelson "ah ah, ah ah"? Estamos aos poucos e poucos a ser "americanizados". Não é novidade,certamente, aliás, desde meados do século XX que vivemos numa explosão e expansão da cultura americana, vivemos, efectivamente, numa atmosfera globalizada, onde não existem raças, nem culturas puras, somos todos uma mistura... Contudo, e apesar de ser apologista desta globalização de valores e costumes, deste conceito do "mundo plano", penso que existem determinados conceitos que nunca devem ser esquecidos... A nossa nacionalidade, a pátria, a nossa história, as nossas origens, nunca devem ser postas de lado. Alerto também, àqueles que apenas se lembram de içar a bandeira nos jogos de futebol, é claroque não é preciso tê-la ao peito ou pendurada numa janela para nos sentirmos portugueses, basta apenas ter orgulho daquilo que somos e nunca esquecer as nossas raízes...


Actualmente, olho à minha volta e vejo, tristemente, uma realidade que me desagrada de todo, vejo os nossos costumes a serem desprezados, serem motivo de pejo, ou até mesmo desvalorizados... Refiro-me, naturalmente, aos marcos da nossa cultura, como já referi, não é por apoiarmos a nossa selecção de futebol, que acho lindamente que o façam, que nos afirmamos como verdadeiros portugueses... A nossa pátria é muito mais do que futebol... Portugal é um país lindo, puro, com uma história inconfundível que nos define, povo português, como um povo de coragem, audácia, garra... Devemos vangloriar o nosso fado, os nossos ranchos, as nossas paisagens rurais, o nosso "Zé- Povinho" em que tantos críticos da actulalidade se deveriam inspirar, antes de dizerem as frases inconsequentes que cospem das suas bocas, prudência meus amigos, complacência... Valores esquecidos, nesta sociedade de ilusões, de aparências, dos quais o nosso Portugal não se liberta desde a sociedade oitocentista. Porventura estas "elites", assim lhes chamo com o maior respeito, têm vindo, efectivamente, a aumentar...


Vamos ser portugueses a sério, vamos içar a bandeira com os nossos corações, com o respeito pelo outro, com orgulho dos nossos costumes. Não quero ouvir frases como "Sim, sou da beira, aquela pasmaceira de parolos", antes de criticarem, pensem primeiro, observem, como me dizem muitas vezes, "aprende-se mais a ouvir do que a falar"... Escutem o som do hino, da essência do orgulho português, da revolta na humilhação que enfrentámos com os "bretões. Sejamos puros!


Se ainda assim, não estiverem elucidados, eu apelo, então, a que apenas solicitem as reminiscências mais obscuras do passado portucalense, e ficarão deslumbrados com o mais insignificante acontecimento da nossa história.


Enfrentem a realidade em que vivemos inseridos, esta globalização, este tumor que todos os dias se apodera cada vez mais do nosso organismo lusitano, a infeliz perda dos nossos costumes... Não basta apenas criticar, há que haver prudência... As mentalidades mudam, a paixão nasce e renasce... A esperança permanece, e nutrir estes sentimentos de optimismo é aspirar ao progresso, a permanência dos nossos valores faz dos portugueses um povo único, a globalização é vital, é certo, eleva-nos para o desenvolvimento... Mas desde quando é que o desenvolvimento se faz em detrimento da perda do que já existe? Vamos continuar a ser aquilo que somos...

Não se deixem dominar pelas ideias pré-concebidas que hoje movem grupos e grupos de jovens da minha idade. Ser-se patriota, não é sinónimo e, nunca o será, de racismo, de xenófobia e os demais preconceitos a que estas classes se tendem, iludidos, a alimentar... O nosso Portugal, e todo o mundo, é de TODOS, ninguém tem supremacia...


Abram as mentes, está em nós, jovens, o poder de nos assumirmos como geração de mudança...


Não é certamente a fugir do nosso país que contribuimos para o progresso! Portugal merece, a sociedade merece, nós merecemos!

sexta-feira, 6 de junho de 2008

A verdade - pilar da condição humana


Não sei sobre que escrever... Neste momento, pensamentos vivem agitados num celeuma interior de incompreensível e díficil resolução... Apenas tenho determinações... Aliás, já começa a tornar-se vicioso, tudo em que penso, me faz reflectir, cada vez mais, na inconstante natureza humana, na incerteza, na desconfiança...


Apetece-me gritar, esvaziar todos os sentimentos que me consomem e me deixam neste estado aterrado de pura perplexidade romântica... Despem-se por toda a parte, as árvores, apenas permanecem os ramos, as raízes e a razão... Fui abandonada num pântano, onde o desconhecido me rodeia e em que todas as emoções me consomem... Sinto-me o próprio desconhecido... Sinto-me a alma invisível dos típicos séculos aterradores, da incompreensão, da solidão, do vazio... O romantismo apoderou-se de mim...


Luto para que as últimas gotas do meu sangue não sejam envenenadas por esta poção de substâncias tão fortes incapazes de ver a esperança, que a tanto me tento a acreditar... E mais uma vez, parte de mim consegue, então, encontrar no fundo da complexidade das gigantescas e misteriosas razões que origianam esta incerteza, esta dúvida, o mais cauteloso e poderoso significado de todos os perigos de alma... A verdade!


Parém além de todos os demais valores/características humanas, o que mais anceio e me apaixona é, incondicionalmenmte a verdade... Para mim, acima de tudo, o pilar de toda a existência do Homem é a verdade, desde os primordios filósofos gregos, que desprovidos de sentimentos impuros, pregavam as suas teorias, as suas verdades, quer fossem aceites ou não... Ainda que, avançados para a sua época histórica, acreditavam no progresso da espécie humana, e é neste princípio que eu ainda, honestamente e, ainda que ingenuamente, acredito... Neste progresso reside, intrinsecamente, a verdade, a sinceridade, para além da razão, ou qualquer fonte de conhecimento imanente a qualquer tese em questão. Defendo que a verdade está sempre acima de qualquer argumento, aliás, sem verdade não existe argumento...


E assim, após tais reflecções, consigo então fundamentar e entender o porquê do meu vazio, a verdade está a ser esquecida, e sem verdade não existe argumentação, e consequentemente, vivemos então, num ciclo vicioso de mentiras, ilusões, que nos conduzem, para mal de minhas considerações e crenças, para o mais ignóbil de todos os destinos, a ignorância...


Acredito, firmamente, que aquele que não procura a verdade vive na ignorância.


Alerto assim, para que esta sociedade, considerada por muitos destruída, abra os olhos, e defronte de tais realidades nublosas que continue a lutar pelos nossos direitos e , sobretudo, pela verdade!